Nesta edição dos 100 artistas Gondomar, 2026, decidi apresentar dois trabalhos de forja recente, quer em estilo, tema e cor, mergulhando no mundo da infância, onde o traço e a cor, são naturalmente puros e não forçados pela adestração.
As obras ''Holy Forever'' e ''O jardim de Noé'', mostram um Jesus sorridente convidando ao amor e um jardim pós diluviano, onde o arco iris presente, simboliza a aliança entre Deus e os homens.
Nesta foto com os meus amigos, imitamos a expressão/gesto de Jesus na obra, as mãos levantadas são um convite à paz.
Aqui com o amigo e artista Agostinho Ribeiro e as suas obras, ''entre a mente e matéria'' e ''Até aqui cheguei'', duas instalações ao nível de Robert Rauschenberg, na arte povera, que nos fazem refletir sobre a velocidade do mundo contemporâneo e o acúmulo numa sociedade vazia, um convite sincero à reflexão e ao reaproveitamento da matéria, para a construção de um mundo mais justo, mais igual.
Junto à obra da amiga, poetisa e artista plástica Cristina Maya Caetano, ''Livre no ser'', uma obra lírica, onde a fantasia dos contos de fadas, pode tornar-se real, um agradável mergulho no mundo onírico.
Neste ''Auto retrato'' em gesso do amigo e escultor Sérgio Bento, juntos estendemos as mãos como forma de ativar a consciência, um gesto simbólico, um convite ao silêncio e à introspeção.
Junto às obras da fadista e artista Maria da Glória, '' Ressonâncias do sentir'' e ''Sei de um rio'', um diálogo contínuo entre o sentir, o ser e viver no feminino, através da cor e dos silêncios que os acompanham.
Foi uma surpresa agradável, conhecer as obras de Ledani, não conhecia até à data, uma artista plástica angolana, aqui representada com duas das suas obras ''Guerreira I'' e ´´Guerreira II'', as cores e a pulsão de Africa em dois belos retratos.
Rui Alexandre, artista plástico e amigo de longa data, apresenta-nos nesta exposição ''A bailarina'' e ''O pião'', duas obras de forte cariz expressionista, tal como Ernst Ludwig Kirchner, a importância do gesto, da pincelada solta, a preferência pelas cores primárias, uma verdadeira degustação visual.
Momento inusitado, que a tecnologia nos pregou, aqui, junto às obras do grande Damião Vieira, amigo e artista plástico, com as obras ''fast food - fast death'' e ''tempo cativo'', duas obras pop com uma boa carga de humor e critica social, a que já nos tem habituado.
E por fim, nesta primeira ronda, o amigo e artista Lopes de Sousa, com mais de cinco décadas de carreira expositiva, tendo passado pelos mais variados estilos, tem vindo a aprofundar a abstração, deixando de fora tudo o que seja adjetivo visual, mergulha no que chamo de abstração pura, não é para todos, tem que se lhe diga, por isso está de parabéns, aqui com as obras ''Abstração I'' e ''Abstração II'' .
Há muito mais para ver, reforço o convite a que visitem a exposição ''100 artistas Gondomar 2026'', no Multiusos de Gondomar, até 29 de agosto.