13/10/19

Museu de Ovar


Neste sábado 12 de Outubro, inauguraram duas excelentes exposições no Museu de Ovar,  ''Reviver Macau após 20 anos'' (destaque para as vestes de noivos) e ''Pintura aguarelas'', que conta com nomes, tais como: António Pinto, Beatriz Campos, Bertha Augusta Bortes, Carlos Moura, Dórdio Gomes, Estevão Soares, Jaime Martins Barata, João de Lemos Gomes, João Hermano Batista, João Marques, João Rosa Rodrigues, Maria Flores., Querubim Lapa e Roque Gameiro.


Ambas as exposições podem ser visitadas até 30 de Novembro de 2019



Reviver Macau após 20 anos














Pintura Aguarelas











27/09/19

Moinho abandonado, Pigeiros



Moinho abandonado, Pigeiros
Ano: 2019
Acrílico, sobre tela, 60 x 70 cm 


A vegetação brota e jorra banhando a terra 
que acaricia o velho moinho,
plantado debaixo do céu,
as árvores abrem os braços harmoniosamente
numa dança que funde o tempo, passado e presente.
 
Paulo Fontes


Nas minhas caminhadas diárias, por entre matas, caminhos pedonais e outros, vou encontrando algumas maravilhas do passado ao abandono, no percurso pedonal/trekking de Caldas de São Jorge até à freguesia de Pigeiros, há dois moinhos abandonados, este datado de 1935, de uma beleza rural, ascética, dou por mim a imaginar como teria sido viver naquela época, que histórias lá se passaram e que já caíram no esquecimento Um povo americanizado, um dia só terá histórias da Marvel para contar aos filhos e netos., espero sinceramente que as entidades responsáveis, não deixem desaparecer estes pedaços da nossa História, não são palácios, nem estádios de futebol, mas são verdadeiros monumentos aos nossos antepassados.


Há que elogiar o restauro do moinho do parque da Várzea, um pouco mais a sul, espero que os outros não caiam no esquecimento.









«Não só comecei a desenhar relativamente tarde, como além disso talvez não tenha muitos à minha frente [...] No que diz respeito ao tempo que resta para o meu trabalho, penso que posso assumir, sem me precipitar, que este meu corpo continuará a sua vida, apesar de tudo, ainda durante alguns anos - digamos, entre seis e dez. Sinto-me tanto mais à vontade para assumir isto quanto presentemente não existe ainda um verdadeiro ''apesar de tudo'' na minha vida... Não tenciono poupar-me ou prestar muita atenção a humores ou a problemas - não me interessa muito se tenho uma vida mais longa ou mais curta, e de qualquer forma as mimalhices físicas que um médico possa dar até certo ponto não são muito do meu agrado.

«por isso continuo na minha vida de ignorância, embora haja uma coisa que eu saiba: dentro de poucos anos tenho de ter realizado uma certa quantidade de trabalho; não preciso de me apressar muito, porque isso não traz nada de bom - mas tenho de continuar a trabalhar calma e tranquilamente, com a possível serenidade e de forma tão acertada quanto possível; só me preocupo com o mundo na medida em que tenho uma certa dívida e obrigação, por assim dizer - porque tenho andado a vaguear pelo mundo nestes trinta anos -, de deixar algo em minha memória, desenhos ou pinturas por razões de gratidão, pois não foram feitos para agradar a uma moda qualquer ou para outra coisa que não fosse para exprimir um honesto sentimento humano. Esse trabalho, então, é o meu objectivo [...]


Vincent van Gogh (1853 - 1890)


21/09/19

Penca para o Natal




A manhã de hoje, foi propicia para plantar penca, a famosa couve da consoada de Natal, com batatas e bacalhau, imprescindível numa mesa, rodeada por aqueles que nos são mais próximos. 
Recordo-me de uma altura em que olhava para o cultivo da terra de soslaio, hoje, sempre que posso lá vou aprendendo umas coisas com os meus pais, que com a sua paciência lá me vão explicando as coisas do campo e das luas certas, mais do que tradições é uma forma de sustento.