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Navegar contra a corrente

Um mergulho no subconsciente... com referências cristãs, o peixe, a âncora e a pomba... algures entre corais e grutas subaquáticas.    Navegar (Outra Vez Me Vejo Só)  Outra vez me vejo só, com meu Deus Não consigo mais fugir, fugir de mim Junto às águas deste mar vou lutar Hoje quero me encontrar Buscar o meu lugar  Vou navegar, nas águas deste mar Navegar, eu quero me encontrar Navegar, não posso mais fugir Vou procurar, nas águas mais profundas No mar, feliz eu vou seguir Só amar, buscar o meu lugar Sem dúvidas, sem medo de sonhar!  Ó Jesus, com fé eu te seguirei Só contigo sou feliz, Tu és em mim! Teu espírito de amor criador Me sustenta no meu sim Me lança neste mar!  Vivo a certeza desta missão Já não posso desistir, voltar atrás Mãe Maria, vem tomar minha mão E me ajuda a ser fiel Só Cristo é luz e paz!     Carlos Alberto Tolovi

 

Navegar contra a corrente
Ano: 2025
Acrílico sobre tela

Um mergulho no subconsciente... com referências cristãs, o peixe, a âncora e a pomba... algures entre corais e grutas subaquáticas. 


Navegar (Outra Vez Me Vejo Só)

Outra vez me vejo só, com meu Deus
Não consigo mais fugir, fugir de mim
Junto às águas deste mar vou lutar
Hoje quero me encontrar
Buscar o meu lugar

Vou navegar, nas águas deste mar
Navegar, eu quero me encontrar
Navegar, não posso mais fugir
Vou procurar, nas águas mais profundas
No mar, feliz eu vou seguir
Só amar, buscar o meu lugar
Sem dúvidas, sem medo de sonhar!

Ó Jesus, com fé eu te seguirei
Só contigo sou feliz, Tu és em mim!
Teu espírito de amor criador
Me sustenta no meu sim
Me lança neste mar!

Vivo a certeza desta missão
Já não posso desistir, voltar atrás
Mãe Maria, vem tomar minha mão
E me ajuda a ser fiel
Só Cristo é luz e paz!




Carlos Alberto Tolovi



A fortaleza interior ou reais fogos de artificio

Uma paisagem interior, saída da imaginação...

 

A fortaleza interior ou reais fogos de artificio
Ano: 2025
Acrílico sobre tela

Uma paisagem interior, saída da imaginação...



O mergulho do peixe lítio, no oceano da dualidade

O mergulho do peixe lítio, no oceano da dualidade   Soam doze badaladas no coração vermelho de pelúcia, nesse instante, a realidade dissolve-se em estrelas verdes de esperança, cruzada por um tubarão violeta que nada de costas e a gaivota branca assustada refugia-se na companhia de um pálido dinossauro ocre, cansado de brincar e com ânsias de dormir.  Um boneco de neve migratório percorre os céus, no dorso de um porco alado, que conhece cada nuvem, como a palma dos seus chispes, no mapa, uma máscara, um gato... e a lua extenuada, sobe a montanha à procura do coelho Peter deslumbrado pela rosa azul que exala uma auréola de pólen branco, fruto dos beijos de uma joaninha enamorada.  Sob o olhar atento de uma águia mãe, que guarda ciosamente os seus ovos, na barbatana de um peixe descapotável, quatro medusas dançam embriagadas por um desejo voraz de ovos à la coque, nas profundezas da mente e mossa não faz às galinhas.  O mergulho do peixe lítio, no oceano da dualidade fez-se naquela noite, entre caracóis e tartarugas o tempo, esse escultor de memórias, respirava serenamente e ouvia duas pombas níveas anunciando a paz e uma cabeça de porco boiava feliz.  O ouriço de picos em pé, procurava refúgio num velho coral branco e pérolas eram carregadas, no seio de três conchas sob a supervisão de um corpulento leão marinho, até ao rochedo onde nascia uma cabrinha amarela, filha de uma semente de girassol.  E o sapo canta em dias de chuva.    Paulo Fontes



O mergulho do peixe lítio, no oceano da dualidade
Ano: 2025
Acrílico sobre tela, 75,5 x 70 cm



O mergulho do peixe lítio, no oceano da dualidade


Soam doze badaladas
no coração vermelho de pelúcia,
nesse instante,
a realidade dissolve-se em estrelas verdes de esperança,
cruzada por um tubarão violeta que nada de costas
e a gaivota branca assustada
refugia-se na companhia de um pálido dinossauro ocre,
cansado de brincar e com ânsias de dormir.

Um boneco de neve migratório percorre os céus,
no dorso de um porco alado,
que conhece cada nuvem,
como a palma dos seus chispes,
no mapa, uma máscara, um gato...
e a lua extenuada, sobe a montanha
à procura do coelho Peter deslumbrado pela rosa azul
que exala uma auréola de pólen branco,
fruto dos beijos de uma joaninha enamorada.

Sob o olhar atento de uma águia mãe,
que guarda ciosamente os seus ovos,
na barbatana de um peixe descapotável,
quatro medusas dançam embriagadas por
um desejo voraz de ovos à la coque,
nas profundezas da mente
e mossa não faz às galinhas.

O mergulho do peixe lítio, no oceano da dualidade
fez-se naquela noite, entre caracóis e tartarugas
o tempo, esse escultor de memórias,
respirava serenamente e ouvia
duas pombas níveas anunciando a paz
e uma cabeça de porco boiava feliz.

O ouriço de picos em pé,
procurava refúgio num velho coral branco
e pérolas eram carregadas, no seio de três conchas
sob a supervisão de um corpulento leão marinho,
até ao rochedo onde nascia uma cabrinha amarela,
filha de uma semente de girassol.

E o sapo canta em dias de chuva.



Paulo Fontes







Poema (descrição da obra) dadaísta surrealista, ambos publicados na revista Lavra Boletim de poesia, no nº 43, a obra encontra-se em digressão.



O Sonho

O sonho   Gaivotas de luz percorrem o céu nocturno, sobrevoando a mulher nuvem, reclinada sobre as montanhas. Peter o coelho sonolento, havia mergulhado as pantufas no tapete de relva, junto à torre de observação de sonhos.  O lago, adormece por fim, borbulhando um rebento de sol e exalando o barco de Kandinsky para perto da margem. Ali, uma carroça da vendedora de flores, sustem a respiração junto à árvore do esquecimento.  É noite e eu sonho...




O Sonho
Ano: 2024
Acrílico sobre tela, 70 x 50 cm


O sonho


Gaivotas de luz percorrem o céu nocturno,
sobrevoando a mulher nuvem, reclinada sobre as montanhas.
Peter o coelho sonolento, havia mergulhado as pantufas no tapete de relva,
junto à torre de observação de sonhos.

O lago, adormece por fim, borbulhando um rebento de sol
e exalando o barco de Kandinsky para perto da margem.
Ali, uma carroça da vendedora de flores, sustem a respiração
junto à árvore do esquecimento.

É noite e eu sonho...


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Obra e poema publicados no n.º 38 do “Lavra… Boletim de Poesia”, referente aos meses de Abril/Maio/Junho de 2025.



O que é o surrealismo? 





O despertar

Homenagem à minha mãe e à vida rural, às flores, à terra e aos animais, ao sol, às árvores e às estações. O despertar é uma obra onírica inspirada em várias memórias fragmentadas no tempo, tal como num sonho onde vários elementos se combinam para criar algo novo.

 

O despertar 
Ano: 2023 
Acrílico sobre tela, 75,5 x 70 cm 


Homenagem à minha mãe e à vida rural, às flores, à terra e aos animais, ao sol, às árvores e às estações. O despertar é uma obra onírica inspirada em várias memórias fragmentadas no tempo, tal como num sonho onde vários elementos se combinam para criar algo novo.



Paisagem imaginária



Paisagem imaginária
Março de 2016
Acrílico sobre tela
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«Não sei se lhe acontece o mesmo como a mim, mas, quando estou naquelas estufas e vejo as plantas estranhas provenientes de países exóticos, penso que estou a entrar num sonho. Nesses momentos, sinto-me como se fosse outra pessoa completamente diferente.»


Henri Rousseau (1844 - 1910)

Meditação



Meditação
Ano: 2014
Acrílico sobre tela, 40 x 40 cm
Coleção particular


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